Mediação

Mediação: métodos e técnicas de mediação profissional

Muitas são as razões para se dedicar ao estudo dos métodos e das técnicas de mediação profissional. Algumas são fáceis de serem percebidas em um primeiro momento, outras nem tanto.

Vivemos em tempos de grandes mudanças. Os avanços tecnológicos e a globalização trouxeram progressos em várias áreas, mas acarretaram, também, o aumento de tensões e de conflitos.

O poder judiciário tradicional não suporta a enorme demanda de disputas atuais (se é que já suportou algum dia).

A resolução de conflitos com a imposição de uma medida por um terceiro não atende a velocidade da vida contemporânea e nem sempre traz a satisfação necessária.

Em virtude disso, caminhos mais sofisticados e adequados para ajudar os seres humanos nas suas relações pessoais, na busca de consenso e na melhoria comunicativa, passaram a ser desenvolvidos e fomentados nos principais centros políticos do mundo.

O que é a Mediação?

Dentro dessa perspectiva, a mediação tem, sem dúvida, assumido um papel de grande destaque. Em termos simplificados, ela pode ser conceituada como uma forma de negociação conduzida e facilitada por um terceiro que detém conhecimentos transdisciplinares (psicologia, direito, gestão, filosofia, sociologia, entre outros). Trata-se de um processo informal, porém estruturado, organizado e estratégico.

Quais são as Vantagens da Mediação?

O uso da mediação apresenta inúmeros benefícios e vantagens. Como as soluções são construídas pelas próprias partes não há vencedores e vencidos.

Esse aspecto traz como principais consequências o maior cumprimento voluntário das resoluções obtidas por meio desse método e a amenização das disputas, fatores esses que foram comprovados estatisticamente em diversos estudos acadêmicos realizados nas principais universidades do mundo.

A maior velocidade e o menor custo das soluções obtidas por mediação estão, de igual modo, entre os principais fatores de propagação dessa extraordinária área.

Não é difícil perceber, portanto, que há um enorme campo de trabalho onde esses conhecimentos podem ser aplicados: relações familiares, empresariais, trabalhistas, coorporativas, escolares, médicas, contratuais, consumeristas, digitais, etc.

A própria estrutura judiciária brasileira tem incentivado essas práticas por meio de um tripé normativo: a Resolução 125 do CNJ, o Novo Código de Processo Civil – Lei 13.105/2015 e a Lei de Mediação – Lei 13.140/2005. Os princípios consensuais desses documentos colocam, aliás, a autocomposição como o meio principal e mais recomendado para as disputas.

Câmaras e Centros de Resolução Auto compositiva estão se proliferando por todo o país, gerando muitas oportunidades para os profissionais bem preparados na área e uma verdadeira revolução na forma como lidamos com os conflitos de interesses.

Os maiores escritórios de advocacia do país têm investido, cada vez mais, tempo e dinheiro na construção de setores estruturados em advocacia construtiva e colaborativa pautadas na mediação e negociação.

Mediação no Mercado de Trabalho

Além de atuar no Judiciário ou em Câmaras Privadas, a formação em mediação abre portas em diversos campos do marcado de trabalho. É o que acontece, por exemplo, nos setores de recursos humanos e em funções de gerência, coordenação e supervisão em empresas privadas.

A mediação habilita o profissional a fazer gestão de pessoas e conflitos corporativos internos e externos, o que é imprescindível e funções de liderança.

Outra área que desperta a procura por mediadores no mercado é a negociação de contratos, uma função que naturalmente precisa de um agente habilitado a buscar a melhor composição de interesses entre partes que se associam num vínculo jurídico grave, complexo e com obrigações recíprocas.

Ou seja, onde há relações humanas e econômicas, há espaço para mediadores e o mercado tem percebido isso com muita clareza.

O Curso de Mediação do Instituto de Direito Real abarca, desse modo, uma grande gama de profissionais advindos de diversas áreas de atuação, uma vez que o seu conteúdo apresenta uma natureza transdisciplinar que não está inserida em um único campo acadêmico.

De um modo geral, nossa experiência profissional demonstra, todavia, que a mediação tem tido grande recepção entre os juristas (advogados, juízes, promotores, técnicos de secretaria, etc.), psicólogos, professores, gestores de recursos humanos, administradores de empresa, gestores de serviço de atendimento ao cliente, integrantes de conselho de administração, além de profissionais ligados à política pública.

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